TDAH e TDA: Qual a Diferença e Por Que O Nome Mudou

"Meu diagnóstico é TDA, mas os médicos hoje falam em TDAH. É a mesma coisa?" Essa é uma dúvida muito frequente — e faz sentido, porque a terminologia realmente mudou ao longo dos anos.

A história da terminologia

  • TDA (Transtorno do Déficit de Atenção): era o nome usado principalmente nas décadas de 1980-90, derivado do DSM-III. Focava principalmente nos aspectos de desatenção, sem mencionar hiperatividade no título
  • TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade): com o DSM-IV (1994) e DSM-5 (2013), a nomenclatura foi padronizada para TDAH, mesmo quando a hiperatividade não é o aspecto predominante

Os três subtipos (apresentações) do TDAH

O DSM-5 classifica o TDAH em três apresentações:

  • TDAH-I (Predominantemente Desatento): o que antes era chamado de "TDA" — com predomínio de sintomas de desatenção, sem hiperatividade marcante
  • TDAH-HI (Predominantemente Hiperativo-Impulsivo): predomínio de hiperatividade e impulsividade, com menos desatenção
  • TDAH-C (Combinado): presença de ambos os conjuntos de sintomas de forma significativa

A pessoa que tinha diagnóstico de "TDA" provavelmente tem, na terminologia atual, TDAH-I (apresentação predominantemente desatenta) — mas o diagnóstico pode ser revisado com uma avaliação atualizada.

TDAH sem hiperatividade — como é

O TDAH com apresentação desatenta (sem hiperatividade marcante) tem algumas características específicas:

  • A desatenção é interna — pensamentos que vagam, dificuldade de manter o fio de uma tarefa
  • Menor impulsividade comportamental — a pessoa pode parecer "quieta" mas está mentalmente dispersa
  • Mais sujeito a subdiagnóstico, especialmente em mulheres (que apresentam mais frequentemente esse perfil)

Perguntas frequentes

Meu diagnóstico de TDA ainda é válido?

O diagnóstico continua sendo válido. A terminologia mudou, mas a condição é a mesma. Se quiser um laudo atualizado com a nomenclatura atual (TDAH-I), uma reavaliação pode ser feita.

Pessoas com TDAH-I (desatento) têm menos TDAH do que quem tem hiperatividade?

Não. Os subtipos não indicam gravidade — indicam a apresentação predominante dos sintomas.

A medicação para TDAH-I é diferente?

A decisão sobre medicação é do médico. Os estimulantes frequentemente usados no TDAH-C também podem ser indicados para TDAH-I — mas o manejo é individualizado.

O subtipo pode mudar ao longo da vida?

Sim. A hiperatividade frequentemente diminui com a idade (adultos tendem a apresentar mais desatenção), e o subtipo pode ser reclassificado em reavaliação.

Tem dúvidas sobre seu diagnóstico de TDAH ou quer entender melhor seu perfil? Entre em contato com a Psicóloga Fabiane Pires (CRP 18/04472).

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